O que a floresta deixou de ser e onde está a água. Duas medidas do mesmo território: a vegetação
natural que o Amazonas perdeu entre e , município a
município, e a superfície hídrica vista por radar mês a mês. Nenhum número desta página foi digitado:
a janela, a perda e o recorte saem do próprio dado.
Cada ponto é o quanto de vegetação natural já havia sido perdido desde , somado nos
municípios do estado. A tracejada é o zero da própria base — se a linha
cruzasse para baixo, o estado teria ganhado floresta, e o desenho diria isso também. O ritmo não é
constante: os anos de seca extrema e de fogo (2015–2016, 2021–2023) são os degraus mais íngremes.
concentra sozinho % da vegetação natural perdida no
estado na janela — km², ou % do território
do próprio município. O cinza claro são os municípios que ganharam vegetação
natural no mesmo período (o saldo deles é positivo, então não têm fatia numa conta de perda).
Um mapa de hectares seria um mapa de tamanho de município disfarçado: o maior sempre ganharia. Por
isso a legenda é a fatia da perda do estado, e a área do IBGE entra na frase acima como denominador
do próprio território. Área absoluta de um município contra a de outro não diz nada sobre floresta.
A pastagem é a classe que cresce enquanto a vegetação natural cai, e as duas contas têm quase o
mesmo tamanho: km² a mais de pasto contra
km² a menos de vegetação natural —
% da perda reaparece
como pasto no mesmo recorte. "Quase" é a palavra importante: o resto vira água, área urbana e
outras classes, e a página publica as duas séries separadas justamente para não afirmar uma troca
de um para um que o dado não mostra.
A fração de superfície hídrica é medida por radar (SAR), que atravessa nuvem — por isso ela existe
onde um índice de vegetação óptico teria buracos na estação chuvosa. A janela é
a , e o serrilhado é o pulso de cheia e seca do
rio, não ruído.
Uma ressalva que o dado carrega: no começo da série poucos municípios têm leitura (o primeiro mês,
, tem de ), então os primeiros pontos são a
média de uma parte do estado — e é por isso que a contagem de municípios viaja junto de cada mês no
arquivo, em vez de ficar escondida.